Category: Filosofia

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Walter Benjamin (Parte II)

A OBRA DE ARTE
NA ERA DA SUA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA (Parte II)
WALTER BENJAMIN
V
A recepção da arte verifica-se com diversas tónicas, quais se destacam duas, polares. Uma assenta no valor culto, a outra no valor de exposição da obra de arte10;11. A produção artística começa por composições ao serviço do culto. E lícito supor-se que estas composições sejam mais importantes pela sua existência do que pelo facto de serem vistas. O alce representado pelo homem da idade da pedra, nas paredes das suas cavernas, é um instrumento mágico. É certo que ele o expõe perante os outros homens, mas é principalmente dedicado aos espíritos. Hoje o valor de culto parece requerer que a obra de arte permaneça oculta: certas estátuas de deuses só são acessíveis ao sacerdote na sua cela, certas virgens permanecem cobertas durante quase todo o ano, determinadas esculturas em catedrais medievais não são visíveis observador que está no plano térreo.

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Walter Benjamin (Parte I)

A OBRA DE ARTE
NA ERA DA SUA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA (*)
WALTER BENJAMIN
As nossas belas-artes foram instituídas e os seus tipos e usos fixados numa época que se diferencia decisivamente da nossa, por homens cujo poder de acção sobre as coisas era insignificante quando comparado com o nosso. Mas o extraordinário crescimento dos nossos meios, a capacidade de adaptação e exactidão que atingiram, as ideias e os hábitos que introduzem anunciam-nos mudanças próximas e muito profundas na antiga indústria do Belo. Em todas as artes existe uma parte física que não pode continuar a ser olhada nem tratada como outrora, que já não pode subtrair-se ao conhecimento e potência modernos. Nem a matéria, nem o espaço, nem o tempo são desde há vinte anos o que foram até então. E de esperar que tão grandes inovações modifiquem toda a técnica das artes, agindo, desse modo, sobre a própria invenção, chegando talvez mesmo a modificar a própria noção de arte em termos mágicos.
Paul Valéry: Pièces sur l’art. Paris (s. data) pp. 103/104 (‘La conquête de l’ubiquité”).

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Modernidade e Pós-Modernismo: Continuidade ou Ruptura?

Modernidade e Pós-Modernismo: Continuidade ou Ruptura?
GUSTAVO HENRIQUE LOPES MACHADO
Nos últimos tempos se tem feito muito alarde em torno do termo pós-moderno. As interpretações vão desde aqueles pensadores que veem no mundo após a segunda grande guerra, ou pelo menos desde o maio francês, uma nova forma de organização social, um novo período histórico, comumente designado de sociedade pós-industrial ou de pós-modernidade, até àqueles que veem no pós-modernismo uma mera corrente literária fora de moda. Em outras palavras, a questão gira em torno de se existe ou não uma ruptura entre o mundo contemporâneo e o que se convencionou chamar de modernidade.

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Lukács – O Assalto à Razão (excerto)

O Assalto à Razão – A Trajetória do Irracionalismo de Schelling a Hitler
GYORG LUKÁCS
Com os ideólogos progressistas do período de preparação da revolução democrático-burguesa, os pensadores da Ilustração tinham necessariamente que idealizar a sociedade burguesa e, primeiramente, a função social do egoísmo. Sem conhecer em sua maior parte a economia política clássica inglesa, e até, muitas vezes, antes mesmo de que esta surgira, expressam em sua ética a fundamental tese econômica de Adam Smith segundo a qual a conduta economicamente egoísta do indivíduo é o principal veículo para o desenvolvimento das forças produtivas e conduz necessariamente, em última instância, à harmonia dos interesses globais da sociedade.

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Judith Butler em Relato de Violência de Gênero (Vídeo)

“Como pode alguém ser assassinado por causa da sua maneira de andar?” (Vídeo em Destaque)
JUDITH BUTLER
Excerto do documentário lançado em 2006 pelo canal Arte France. Neste vídeo Judith Butler, filósofa dos movimentos de gênero, conta um acontecimento ocorrido na cidade de Maine, EUA, quando um garoto foi brutalmente assassinado, motivado, segundo ela, por um tipo de violência específico: a violência de gênero. Butler questiona: Como pode alguém ser assassinado por causa da sua maneira de andar?

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Teoria Queer – Uma Expansão do Feminismo

JUDITE BATLER: QUEER PARA UM MUNDO NÃO BINÁRIO
INÊS CASTILHO
Filósofa sustenta, num seminário em SP: “homem” e “mulher” são conceitos mutáveis – e movimentos desviantes de gênero são parte de uma vasta galáxia anticapitalista
Outrora eram os comunistas. Nos dias que correm, é contra os estudos de gênero que a Tradição, Família e Propriedade do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira investe suas armas: meia dúzia de gatos pingados protestando parados na porta do Sesc Vila Mariana, em SP, durante o “I Seminário Queer – Cultura e Subversão das Identidades”, realizado pelo Sesc e Revista Cult com curadoria de Richard Miskolci, da UFSC.
Bizarro!… Tudo a ver com a Teoria Queer, que trouxe até aqueles amplos espaços um caldeirão fervente de pessoas e informações desviantes. Uma figura masculina de seios fartos passaria numa direção, e já um jovem de fita no cabelo e andar flutuante em saia longa, em outra. No entorno, apreciável diversidade de raça, classe e gênero – o público mais pra idoso e popular do Sesc misturado àquele farfalhar às voltas com a Teoria Queer e sua criadora, a filósofa norte-americana Judith Butler, da Universidade da California (EUA).

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Machismo e homofobia sobrevivem no comunismo?

MACHISMO E HOMOFOBIA SOBREVIVEM NO COMUNISMO?
ERIK HAAGENSEN
É muito frequente o argumento que diz “sem se pautar pelas lutas feministas, anti-racistas, anti-homofóbicas etc., o comunismo reproduziria todos os vícios da subjetividade capitalista”.
E, como justificativa: “o machismo, o racismo, a homofobia etc. surgiram muito antes do capitalismo”.
Há algumas noções que subjazem essa argumentação e que merecem ser comentadas.

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Filosofia e ciência: manifestações de fé?

FILOSOFIA E CIÊNCIA: MANIFESTAÇÕES DE FÉ?
ERIK HAAGENSEN GONTIJO
“Tem gente que acha que teorias filosóficas ou científicas são apenas manifestações distintas de uma só coisa, a crença ou fé, essa mesma que se expressa de forma explícita e desavergonhada a respeito das noções religiosas, mas – o que é pior – com pretensões descabidas e “autoritárias” de objetividade e desantropomorfização.”

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1º de Maio, Dia do Trabalhador ou do Trabalho?

Emmanuel dos Santos – “Galileu ou Newton ficariam radiantes em saber que se comemora um dia do trabalho. O conceito de trabalho, em abstrato, pode significar trabalho humano, animal, mecânico etc.
Conceitos abstratos, como trabalho, podem ser utilizados para expressar as mais variadas questões, o seu uso e escolha, no entanto, em geral expressa uma forma consciente e ideológica de reforçar determinadas relações simbólicas.”

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Nota Crítica ao “Existencialismo é um Humanismo” de J. P. Sartre

Essa nota não pretende ter a amplitude de uma crítica ao pensamento de Sartre como um todo.

Trata-se apenas de uma glosa sobre o discurso de Sartre publicado com o nome de “O Existencialismo é um Humanismo”, um texto pequeno, por demais superficial, escrito para ser proferido em uma palestra e, por fim, pregresso na obra do autor, que posteriormente chegou a rejeitá-lo.