A Liberdade em Eros

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19 Comentários

  1. Carmen Gomes de Souza disse:

    Desculpe, mas só pude vir agora.

    Tudo que se refere à Liberdade(como no penúltimo parágrafo) se aplica perfeitamente e justo. Vou percorrer todo o seu trabalho e volto à fazer contato.
    Obrigado pelo convite. Bjs , Carmen

  2. Irineu Tolentino disse:

    Leila,

    Textos profundos e percucientes. Ótimo conteúdo. Parabéns pela estética literária e pela reflexão filosófica que compõem um convite à reflexão.

  3. Zenir Teixeira disse:

    Oi Leila, é um prazer conhecer teu blog. Tenho amigos e amigas aí nestas paragens maviosas. O pessoal do Simpro.
    Já que falas de amor “ele é o mais velho dos Deuses, é o princípio que transforma em heróis os jovens comuns, porque o amante anseia não somente por encontrar a beleza, mas por criá-la, perpetuá-la, por plantar num corpo mortal a semente da imortalidade. E é por isso que se amam os sexos, e os pais amam seus filhos, porque eles c riam, não somente companheiros, mas eternos sucessores da busca da beleza”. Acho que é de sócrates. Abraço, Zenir.

  4. Achel Tinoco disse:

    Desse modo, a liberdade vai de passagem para que o amor seja livre…

  5. Oi Leila,

    Recebi o seu convite para visitar o blog, queria dizer que o achei fabuloso. Gostei muito do conteúdo que encontrei por aqui e vou salvar o link para voltar outras vezes.

    Este post sobre amor versus liberdade me fez lembrar um dos primeiros posts que publiquei no meu blog:

    http://diariodecarina.wordpress.com/2007/11/03/lutas-validas/

    Embora não tenha uma reflexão tão profunda e rica de pensamentos de outros filósofos, como no seu caso, a essência é a mesma.

    Um grande abraço!

  6. Professora Leila Brito,

    As recentes pesquisas sobre o amor tendem a considerá-lo no ser humano, um estado de ânimo complexo e fundamental, cujas raízes profundas, muitas vezes inconscientes ou subconscientes, alimentam toda a vida afetiva e sentimental, o comportamento moral e social, as aspirações filosóficas e religiosas.

    E um estado de ânimo que age ou reage sobre o conjunto de todas as nossas faculdades e capacidades, quaisquer que sejam, que por sua vez também agem ou reagem, em seu exercício, sobre esse estado de ânimo.

    Há algumas pessoas a quem a prova da vivência repugna, no sentido de que outros participem de suas afetuosas simpatias, das quais são ciosas; ficando o amor restrito a um círculo íntimo de parentes ou de amigos, e todos os outros lhes serão indiferentes.

    Para praticar a lei do amor, tal como o Supremo a entende, é preciso que chegamos progressivamente, a amar todos os nossos irmãos, indistintamente.

    A Lei do amor é o primeiro e o mais importante preceito do nosso dever, porque é a lei que deverá, um dia, matar — o egoísmo –, sob qualquer forma que ele se apresente; porque, além do egoísmo pessoal, há ainda o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade.

    Qual é o limite do próximo? a família, a seita, a nação? Não, é a Humanidade toda.

    O ato totalmente indeterminado seria fruto do acaso e não nos diria respeito.
    Assim, muitos filósofos, como os estóicos, na antiguidade, admitiram que não há contigência no mundo: tudo é necessário, não havendo, portanto, ato propriamente livre.

    Todavia, ante essa necessidade universal, duas atitudes são possíveis: ignorá-la ou aceitá-la. Parece dificultoso connciliar essas duas atitudes ou, antes hierarquizá-las, sem compreender que a liberdade humana não é apenas psicológica e mesmo metafísica, mas também moral.

    O livre-arbítrio , o poder de escolha, é necessário para fundar a responsabilidade, mas não fornece razão alguma para optar por isto ou por aquilo. A liberdade não é boa por ser liberdade, é preciso que ela se justifique ante a justiça, a verdade e o bem.

    A verdadeira liberdade não provém da indeterminação, mas da natureza da determinação. O homem verdadeiramente livre é aquele que adquiriu o hábito do bem que o escolheu tão profundamente que lhe seria impossível agir mal.

    A liberdade autêntica é a liberdade do sábio, que porém, não é concedida já pronta: é preciso optar
    por ela e realizá-la.
    Somos menos responsáveis pelo que fazemos do que pelo que somos. Mais do que uma opção entre dois atos, a liberdade constitui uma attitude de todo o ser, através da qual ele escolhe a si próprio.

    Seria, pois, preciso falar da intedeterminação de nosso conhecimento do determinismo, e não de indeterminismo puro e simples, termo cujo perigo foi assinalado por Louis de Broglie, pois ele parece indicar que a ciência deveria renunciar à validade do princípio de determinismo. Nem o próprio Einstein deixou de lutar contra essa política que um fenômeno de ordem material fosse a priori
    declarado inacessível à análise científica.

    abraços/ Marilda Oliveira

  7. Leila Brito disse:

    Cara Marilda,

    Você inspirou-me a publicar um ensaio que fiz, a um tempo atrás, sobre a teoria do Amor criada pelo filósofo francês André Comte-Sponville, que o divide em três espécie: Eros (amor-paixão), Phlilia (amor-amizade) e Agapé (amor-caridade).

    Portanto, o amor ao qual você se referiu em seu comentário é o Agapé – esse que dedicamos ao próximo, ao outro nosso desconhecido, e é destituído de qualquer exigência de retribuição, sendo, por isso, considerado o amor mais puro – é pautado na SOLIDARIEDADE. Trata-se do amor pregado pelo apóstolo Paulo, e que também está sujeito à liberdade de ser em seu sentido lato e stricto.

    Sobre Philia, trata-se do amor que não exige a posse da pessoa amada, e é o que sentimos pelos familiares e amigos – você também se referiu a ele em seu comentário. Mas ele carrega em si um pouco de egoísmo, porque exige reciprocidade. Ex.: que mãe aceita não ser amada pelo filho? Que amigo aceita não ser amado pelo amigo? É esse tipo de exigência que AGAPÉ dispensa. Ele é altamente altruista. Por isso, é considerado pelo filósofo como o Amor realmente puro.

    O que não quer dizer que, por isso, Eros não seja amor de verdade e não possua a sua beleza própria e sua plenitude. É um amor belíssimo e muito importante, porque é o responsável pela geração da vida. Por isso, ele é egoísta e deseja a posse do corpo do outro: para procriar. Quer coisa mais bela?

    Neste ensaio, eu abordei apenas Eros, ou seja, esse amor-paixão, que se caracteriza pelo desejo de posse do “objeto” amado. Falei do sentido da Liberdade no plano da vivência em Eros, que deve ser visto de forma prazeirosa e confiante. Nunca devemos admitir em nós a morte de Eros. Seria um crime hediondo contra a nossa felicidade.

    Importante considerar fundamentais o exercício dos três tipos de amor. Eles se complementam em si, sendo TODOS os três primordiais à plena realização humana.

    Gostei muito das suas reflexões sobre o amor-caridade – Agapé. Riquíssimas. Realmente, é ele o responsável pelo equilíbrio universal. Se não somos capazes de senti-lo, seremos incapazes de sentir Philia e Eros.

    Como vê, fizemos, nós duas, mais dois ensaios… rsrs Menina… É nisso que dá filosofar.

    Abraço,
    Leila

  8. Kátia Regina de Assis disse:

    Sobre o amor…. em EROS, todos nós sabemos um pouco, experimentamos, sonhamos, idealizamos, concretizamos ou não, faz parte da nossa essência buscar o outro, para nos sentirmos plugados à vida, e é na vivência deste amor que projetamos a nossa propria felicidade. O amor em Eros é o mais democrático dos amores, e por ser o mais democrático, é o mais contraditório, o mais rico de nuances, beleza, egoísmo, ciúmes, possessão e até violência. O amor em Eros expõe as nossas fragilidades. Mas o que dizer do amor ao distante, àquele que não dorme comigo, que não está comigo e não faz parte das minhas relações nem do meu convívio, o amor descompromissado com o meu futuro e a minha descendência, o amor que só presta contas a minha consciência, o amor que não se colhe, se planta, que não tem laços de sangue nem de amizade, o amor solidário ao sofrimento do outro, o amor ao distante que está no chão da nossa esquina e lá em África, na Palestina, nos subúrbios daqui e de toda América Latina, que dizer deste amor, que ninguém sublima e canta, que se morre de medo e espanta a primeira lágrima… gratuito, vão, desembalado, desenfeitado, sem garantias, a revelia, livre, desembestado, abusado, temido, escorraçado, este amor que se sustenta na sensibilidade que não tem visibilidade nem sexualidade, desglamourizado…fora de época, de moda e de sentido, amor solidário aos distantes, que não é meu parente, meu paciente, meu cliente, meu amante, meu amigo. Quem ousará sentir,quem?

  9. Leila Brito disse:

    Kátia,

    Respondendo sua pungente pergunta, “quem ousará sentir, quem?, digo: TODAS AS PESSOAS SENSÍVEIS, mas apenas elas – seres realmente Humanos – ousariam (ousam) perder-se em Agapé, neste amor-maior, amor-esteio, amor-uno, porque de mão única em estrada sem volta.

    Grata pelo tocante filosofar.

    Abraço,
    Leila

  10. Vindo de uma grande escritora e filósofa como você, só posso dizer que me sinto muito honrada pelo elogio.

    =D

    Abraço!

  11. Leila Brito. Estou amando filosofar:
    EROS Divindade grega cujo nome representa uma função psíquica — o desejo amoroso —, Eros ocupava lugar de destaque na reflexão religiosa e na vida social e artistica dos antigos gregos.
    Na cosmogonias òrficas que relatam o surgimento do mundo, Eros era uma força primordial, que não tem pai nem mãe.
    É o uno que, na origem de todas as coisas, integra e dá unidade a princípios opostos, como o feminino e masculino, o uno e múltiplo. Esta representação de Eros desenvolveu-se num meio místico, que aspirava intensamente à unidade e à plenitude originais, recusando um mundo diferenciado, em que os seres e as coisas estão separados, fragmentados.
    Posteriormente, foi considerado filho de Hermes e Afrodite, ao lado da qual era frequentemente representado como uma criança, provida ou não de asas. Era objeto de um culto particular em Téspias e aparece em muitas lendas, entre as quais a de Psiquê.
    No colégio as freiras não discutia estes temas, mas
    guardei todos os livros. espero para breve a tese por tí desenvolvida, sobre a teoria do Amor criada pelo filósofo francês André Comte-Sponville, que o divide em três espécie:
    abraços/Marilda

  12. Leila Brito disse:

    Cara Marilda,

    Seus comentários enriquecem este espaço, pois acrescentam-lhe vitalidade, neste caso, uma vitalidade histórico-mitológica.

    A Mitologia é, sem dúvida, permeada de uma sabedoria ímpar.

    Grata pela participação,

    Leila

  13. Leila Brito, ainda não sei se de infinito ou de “bunito”! Pode ser os dois e sempre repito, quase, por estar longe, descontente e aflito, aqui vou, então, deixar meu agito, segue para na rede da internet e do seu blog ficar descrito meu comentário após conhecer ” su bloguito” …

    Filosófico, conceitual, racional, “paranormal”, apartidário social, surreal, praticamente letal, nada banal e tanto quanto carnal, não sei se fatal mas ao ler virei o “tal”! Parabéns pelo espaço sugerido e ganhaste um seguidor virtual. Hasta … gosto de amigos e sugiro um café com conhaque ao relento de um dia qquer com constantes sorrisos, movimentos corporais e pensamentos jogados ao desconcerto da expontaneidade … saudações em conhecê-la …

  14. Maria das Graças d Sousa Batista disse:

    O amor é tudo de bom. Muito interessante o seu texto. E o seu blog. Parabéns.

  15. Diva Franco disse:

    Leila estou sempre aqui…
    Não comento, sou de poucas palavras
    Só saliento que está fazendo um bem admirável…
    Adoro vc
    Diva

  16. José Nozes Pires disse:

    A interpretação que ainda domina vem de Platão. É a da «falta». Porém, Espinosa, Nietzsche e Freud interpretam doutros modos. O amor passional é atracção física em 1ºlugar (a amizade é outra coisa)e desejo de fusão física.

  17. Eduardo Ocampo disse:

    Obrigado Leila pelo convite.O que lí, gostei.O que ví, também.
    Esta sua elaboraço filosófica me remete, nao sei bem porque ,a alguma coisa que lí doOtavio Paz falando no erotismo e no amor…”sexo é a raiz, o erotismo,o caule, a flor ,o Amor”…acho que é por aí…a flor completa o ciclo de realizaçao , ..Um beijo.Voltarei a leer aos poucos e com tempo…

  18. In it something is. Thanks for the help in this question.

  19. mil disse:

    muito bom!

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