Crônicas de Viagem (II)

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15 Comentários

  1. Ricardo disse:

    Inacreditável!
    E ainda há os que chamam os lusos de nossos “irmãos”.

  2. Leila Brito disse:

    Ricardo…

    A palavra é esta: INACREDITÁVEL! Mas foi exatamente isto que aconteceu. Naqueles momentos de total perturbação pela natural reação às quase 10 horas de viagem sob pressurização, nem pensei em recorrer à TAP. Mas penso que seria inútil. Até hoje me pergunto o que esse pessoal que fez essa maldade comigo tem na cabeça. Só pode ser titica de galinha, né mesmo?

    Abraços…

  3. Josué Borges disse:

    É dessa forma que agradecem todo as riquezas daqui retiradas, e tão mal aproveitadas. Como Carlota Joaquina fez ao sair daqui, se algum dia tiver que pisar lá, baterei os sapatos para de lá não levar nem a poeira.

  4. Tenho muita vontade de conhecer Portugal,mas esta “recepção”em nada me agrada.Sempre achei europeus preconceituosos e pensava que os portugueses fossem mais afetuosos,devido a grande colonia portuguesa que no Brasil reside.

  5. Leila Brito disse:

    Josué, o que se vê, por toda a Europa, é um esplendor cultural criado e construído às custas da exploração das riquezas dos povos sul-americanos e do trabalho escravo do povo africano, tratado como animais. Em Portugal, especificamente, totalmente às nossas custas. Portanto, não vejo méritos nesse acervo cultural, do qual os povos europeus deveriam se envergonhar.
    E esteja certo, que a soberba de Carlota Joaquina sobrevive em Portugal. E otras cositas más que os imperadores portugueses deixaram de herança comportamental para seu povo.

  6. Leila Brito disse:

    Moacir…
    Seu conceito dos europeus é realista. Nem é preciso voltar as páginas da História para constatar o complexo de superioridade do europeu. Basta atentar para os acontecimentos políticos presentes. Em se tratando de evolução humana, eles não têm do que se orgulhar e, muito menos, o que ensinar à Humanidade. Pelo contrário, têm muito do que se envergonhar e aprender com os povos classificados por eles como Terceiro Mundo, cuja condição de extrema pobreza é fruto da colonização ainda vigente. Uma coisa é certa, acredite: o Primeiro Mundo é aqui.

  7. ana tereza brambila disse:

    Leila, prá mim está havendo uma confusão de Europa com Portugal. Ora, eles nunca foram europeus, apesar da localização, sempre foram 3º mundo. Quando perderam as colônias, inclusive as africanas, mostraram que só sabiam viver da exploração. O que aconteceu com você (prá mim é bem claro) é o COMPLEXO DE INFERIORIDADE que merecidamente eles têm. E ainda pegar uma BRASILEIRA, ,justamente, quando o nosso país foi colocado no mapa. Um país que está conseguindo passar, brilhantemente, pela crise mundial!
    Doeu! kkkkkkkkkkkkkkk

  8. Leila Brito disse:

    Sua análise faz sentido Ana Tereza, até porque, neste novo processo de crise mundial, que faliu a Europa, Portugal foi o primeiro país, salvo engano, a se ver em derrocada econômica irreversível. Está falido. Financeiramente acabado.
    E tem também o fato de que Portugal jamais teve afinidade com os outros povos europeus, inclusive, no próprio comportamento em relação aos povos que colonizou. Um exemplo? Enquanto os conquistadores ingleses JAMAIS se envolveram fisicamente com as africanas (mantendo a purificação de sua raça), os portugueses sempre agiram de forma contrária. E foi tal comportamento o responsável pela miscigenação da raça brasileira. Aqui chegando, eles não perdoaram nem as índias, quanto menos as africanas. Os holandeses jamais tiveram esse comportamento quando por aqui andaram lutando para se impor sobre Portugal.
    Abraços…

  9. Leila, os portugueses interpretam tudo ao pé da letra. Se a ordem que eles receberam foram de acompanhá-la, foi exatamente o que eles fizeram. A mente é tacanha, e não vai aqui nada depreciativo. Já estive em Lisboa duas vezes e eles são assim.
    Abraços,

  10. Clara Brito disse:

    Indignada!!!
    Leila, como você conseguiu passar por tudo isso? Bem você faria agora se enviasse essa crônica de viagem para a TAP. Mesmo que eles não tomem providência alguma, precisam saber da sua indignação. Lastimável o comportamento desses portugueses idiotas e insensíveis. Estou revoltada. Nossa, fiquei triste também!

  11. Leila Brito disse:

    Marise, você tem razão. Mas a ordem era ajudar-me em razão de deficiência física, e a agente-chefe o teria feito se eu tivesse pago pela atenção especial. Aí eles poderiam tocar em minha bagagem? Contráditório, né mesmo? Por isso, foi muita maldade. Se fossem sensíveis, teriam me arranjado um carrinho de mão para eu levar minha bagagem. Não há nada que justifique o comportamento deles a não ser INSENSIBILIDADE HUMANA.
    Abraço…

  12. Leila Brito disse:

    Clarinha…
    Não foi fácil, posso garantir. Inda mais na chegada. Espera que tem mais causos dessa natureza na próxima crônica.
    Esses fatos apenas revelam o abismo cultural existente entre os europeus e os latinos, que eles, indiscutivelmente, tratam com um desprezo preconceituoso inegável.
    Mas felizmente, a viagem foi cercada de coisas positivas, que fizeram valer o investimento.
    O que se tem de fazer, e este é o motivo que levou-me a criar esse projeto literário, é estar muito atento a tudo e a todos nas incursões pela Europa e Estados Unidos. Realmente, a gente fica o tempo todo em sutil perigo.
    Daí que, quando chegar sua vez, fica ligada; ligadíssima.
    beijos…

  13. Querida guerreira, cidadã brasileira, Leila Brito.
    O Brasil é hospitaleiro assim como o seu povo, o mesmo não acontece com o povo português que na sua maioria é arrogante e soberbo tendo os brasileiros como seus subordinados achando… que D.Pedro de Portugal salvou o Brasil!!!
    Chegou o momento querida mestra, de ministrar nestes portugueses arrogantes, e nada gentis, algumas aulas de história e filosofia, explicando o que D. Pedro de Portugal fez para o Brasil entrar na dependência econômica, ficando nas mãos do banqueiro Rothchild.
    Grande Abraço,
    Marilda Oliveira -SP

  14. Cléo disse:

    Querida, sinto muitíssimo que vc tenha tido esta experiência que insulta, mas, ao mesmo tempo, expõe a cultura de um país… que bom que vc usou a oportunidade de demonstrar avanços aos direitos humanos… Fiquei triste por vc, mas ao mesmo tempo contente que vc tenha expressado sua raiva, frustração e dor através desta crônica e nos alertado pras diferenças culturais entre estes 2 paises. Desejo melhores experiências internacionais pra vc, querida!

  15. Leila Brito disse:

    Obrigada Marilda, por suas belas palavras.
    Também a você, Cleo.
    Mas olha, gente, a despeito desses contratempos, experiências pesadas, essa viagem foi maravilhosa! É claro que em tudo vamos encontrar pontos negativos, mas no todo, foi super positivo, e eu fui feliz nesses 45 dias passados na Espanha, com as escapadas para a França (Paris) e Itália. Em Paris, então, foi tudo MA-RA-VI-LHO-SO! Na Itália, também, mas muito corrido (visitei 5 cidades em apenas 5 dias). Em Barcelona, como fiquei mais tempo lá, vivendo um cotidiano altamente enriquecedor, experenciei mais situações desafiadoras, que relatarei nas crônicas seguintes. Mas no todo, foi uma maravilhosa experiência internacional! Riquíssima no aprendizado cultural, mesmo nesse aí do Aeroporto de Lisboa que, cá pra nós, tem a ver com a mentalidade tacanha do povo português. Por isso, o que posso atestar é que os pontos críticos dessas viagens são os aeroportos e estações ferroviárias. São os mais extressante em todas as viagens internacionais, certo Cleo? Valeu, amigas!

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