Pensando o feminino

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7 Comentários

  1. Cléo disse:

    Muito obrigada por seguir ampliando o significado da palavra “feminino”, no que se refere à participação da Igreja Católica, do movimento feminista, da mídia capitalista, tocando até mesmo na parte física e sócio-cultural. Muitíssimo obrigada por compartilhar com a gente o seu precioso tempo de leitura, estudo, análise e edição deste tema tão intrigante! Beijos!

  2. Leila Brito disse:

    Oi amiga!

    Que bom tê-la aqui, participando deste trabalho que tenho realizado com tanto amor e prazer.

    Seu comentário refletiu a síntese deste meu texto, de forma competente e apaixonada, lançando-me de volta no tempo em que aprendi tanto com você, quando trabalhávamaos juntas na Fundação Educar, lendo Complexo de Cinderela sob sua orientação, lembra?

    Bons tempos aqueles da década de 1980, quando o Movimento Feminista, em sua terceira onda, ainda jorrava sua deliciosa energia sobre nós – mulheres articuladas com seu significado e suas consequências sobre nossas próprias vidas.

    Tem pessoas que marcam a nossa vida para sempre, e você, Cleo, é uma das pessoas que souberam acrescentar conteúdo de conhecimento e amor à minha vida.

    Obrigada, amiga!

    beijo com carinho,
    Leila

  3. Leila Brito,

    A tradição ocidental judaico-cristã instaurou o mito da dependência feminina em relação ao ser masculino com a narrativa da criação da mulher, a partir de uma costela de Adão, fato que erigiu os contornos de uma sociedade estatuida em bases patriarcais.

    Comportamento diferente daquele arbitrado como compatível com o “sexo frágil”, “segundo sexo”, “sexo submisso” e outros que-tais.

    A óptica pela qual cada cultura vê as suas mulheres varia em função dos fatores e das condições civilizatórias que suscitam e modelam condutas e atitudes dos seus planificadores e construtores.

    Os homens são uns diabos,
    Não há mulher que o negue,
    mas todas estão à espera
    de um diabo que as carregue.
    Abraços,
    Marilda Oliveira

  4. Walter Hauer disse:

    Leila, todo religioso é um degenerado, representam seus deuses sem procuração. Portanto, não merecem o respeito que gosam, mas as mulheres são as que dão a maior importância para estes legitimos malandros que criaram a moral e os criminosos dogmas para substituir os prazeres da vida natural, em coisa suja pecaminosa, e então castigar quem seguisse as maravilhosas regras da natureza. Como todas regras de degenerados é uma doença social agora temos o resultado delas. As regras de controle de natalidade, levará o planeta ao colapso, e quem vai cobrar dos responsaveis? SE a materia prima de religião é miséria, ignorância, e angustia. Vão lotar as igrejas atraz de milagres, e as injustiçadas mulheres serão a maioria. Já estou 8 anos sozinho, como sou honesto, sai da concorrência por não prometer milagres como os picaretas e suas igrejas, lotadas de “devotas”. E amor de religiosa eu não acredito.

  5. Leila Brito disse:

    Concordo plenamente com você, Walter.

    A ignorância é a principal causa da perpetuação do machismo aprovado e mantido pelas mulheres em todo o mundo. Enquanto a sociedade, em especial as mulheres, não entenderem o papel político da religião nesse processo de poder absoluto, nada mudará.

    Todas precisam ler, também e urgentemente, o Genealogia da Moral, do grande Nietzsche, onde ele expõe os malefícios da filosofia religiosa do ascetismo. E também Adélia Prado, que mostra esse domínio machista-religioso de forma espetacular no seu livro “Solte os Cachorros” (Editora Guanabara), onde expõe a submissão da mulher ao machismo.

    Abraços…

  6. Milena disse:

    É muito bom ter contato com pessoas plenas. Gosto muito de piscologia analítica. Jung consegue penetrar e trazer a tona a alma humana. Não me recordo onde li, mas ele descreve o mito do nascimento da mulher da costela de Adão. O feminino nasce da dor que o masculino sente da separação de uma parte sua (tornar se indivíduo) como uma necessidade psicológica de o ser humano experimentar a dor para alcançar a experiência mais profunda da alma (vida). Porque, a priori, somos piscologicamente masculinos, desenvolvendo só depois a percepção do outro, o que representa o lado feminino. Como muitos não alcançam forças para sofrer a dor da consciência, mecanismos de defesa camuflam a realidade, impedindo, assim, o desenvolvimento normal. Quebrar essas couraças criadas para manter esse sistema não é tarefa fácil. Mas a necessidade e a realidade caminham a nosso favor. Um grande abraço, Milena

  7. Leila Brito disse:

    Cara Milena…

    Providencial esta sua abordagem de Jung. Muito interessante também explorarmos a sua teoria nos debates sobre o feminismo. Assim, essa lacuna textual foi preenchida por você, e de forma competente.

    É um prazer recebê-la no Chá.com Letras.
    Volte sempre.

    Abraço,
    Leila

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