A mentira e o mito na visão de John Kennedy

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6 Comentários

  1. ANA LUNA disse:

    O MITO DA MENTIRA RESISTE A VERDADE.
    NA MENTIRA ESCONDEMOS VERDADES.
    NA VERDADE O MITO PERSISTE.

    BJUSSSSSSSS
    ANA LUNA

  2. Achel Tinoco disse:

    A falta de apoio à cultura no Brasil é algo que mereceria um estudo especial, basta observarmos os cadernos especializados dos principais jornais de Salvador, por exemplo, que apenas fingem abordar o assunto. A começar, confundem horóscopo e festinhas de aniversário com cultura e são preconceituosos e modestos quando é para falar de livros, principalmente se o livro for de um autor baiano. O escritor daqui não dispõe de nenhum espaço, nem nos jornais, muito menos na TV, para mostrar os seus trabalhos, expor suas idéias, pontos de vista, e contribuir com alguma opinião relevante sobre algum tema em tela.
    Nenhum aprendizado pode ser comparado à leitura, fonte inesgotável de aptidões, que nos faz pensar. Simplificar essa falta de hábito dos brasileiros, dizendo apenas que aqui não se gosta de ler, é no mínimo uma incoerência e falta de respeito por aqueles que não têm oportunidade de freqüentar uma sala de aula, por puro descaso dos governantes. Na Bahia, para se ter uma idéia, mais de três milhões de analfabetos convivem com a escuridão, sem saber assinar o próprio nome, exatamente por falta de uma política educacional séria, que lhes mostrem a luz das letras. O dinheiro público, utilizado para levantar tantas obras faraônicas e eleitoreiras – quando não é desviado – bem que poderia construir escolas e bibliotecas, para formar o cidadão e o inserir no mundo cada vez mais globalizado.
    Se ler é um belo exercício de desenvolvimento, que abre os mundos e os universos, que leva você a viagens extraordinárias e ainda nos mostra a realidade, há que se incentivar a cada dia a formação de um novo leitor, mas, para isso, é preciso começar, sob pena de se formar mais uma geração que despreza os livros, que é cega, muda, surda, guiada por “cachorros-políticos”.

  3. Ele era adorado por sua simpatia, destemor e saudável bronzeado, mas não passava de um homem egoísta, constantemente doente e maníaco sexual. Ela era amada pela estonteante beleza, carisma e sex appeal, mas era uma mulher depressiva, viciada em remédios e de higiene quase inexistente.

    John Fitzgerald Kennedy (1917/1963) e Marilyn Monroe (1926/1962) ainda habitam o imaginário de milhões de pessoas como exemplos na política e no cinema. Mas não para o romancista e crítico de cinema francês François Forestier, que destrinchou a vida de ambos no livro Marilyn e JFK, da editora Objetiva.

    Durante seis anos, o maior símbolo sexual dos EUA e o senador que se tornou presidente tentaram manter em segredo um relacionamento amoroso. O caso não se tornou público por conta de precauções da imprensa, mas um farto material foi coletado pela espionagem da máfia, FBI e da inimiga KGB. Afinal, a América vivia a insanidade da Guerra Fria, o que justificava o voyeurismo do Estado, as chantagens, manipulações, eleições compradas e dinheiro ilícito.

    Forestier conta, logo na abertura do livro, que se valeu de um defeito crucial para ir fundo na pesquisa: uma má índole. De fato, o fel transborda em quase todas as páginas, na construção do retrato de um casal doentio.

    Nascida Norma Jeane, Marilyn era uma manipuladora da piedade. Conhecida por comédias memoráveis como; Quanto Mais Quente Melhor, ela era, na verdade, segundo Forestier, uma atriz egoísta, que não se importava com os colegas. Utilizava o sexo como forma de conquista, habitualmente acordando em lençóis estranhos. Também era viciada em remédios, que criavam um sono artificial e um universo fictício, que a levaram à morte.

    Talhado para ser presidente da República pelo pai, Joe Kennedy, ele mesmo um homem racista e afundado em negócios sujos, John era um político que se esquivava de problemas importantes e se concentrava nas mulheres, inúmeras, que frequentavam sua cama, para sexo de, no máximo, 15 minutos.

    Terminou assassinado, caindo no colo da primeira-dama, Jacqueline, que suportava o adultério em troca da fama. Sobre essa face podre da América dos anos 1960, Forestier deu entrevista por e-mail.

    Pergunta – Como um chefe de Estado mantinha relações sexuais com tantas mulheres, e, ao mesmo tempo, comandava uma nação?

    François Forestier – Naqueles dias felizes, todos os jornalistas e escritores estavam cientes do fato de que o presidente exagerava, traindo sua mulher como um louco. Mas eles se sentiam obrigados a não comentar nada.

    Quando um cidadão enviou fotos de JFK com outra mulher, nenhum jornal publicou. Quando Phil Graham, o chefão do jornal Washington Post, declarou publicamente que o presidente colecionava affaires e amantes, nenhuma revista divulgou.

    Havia um consenso: a vida privada do presidente estava além dos limites. Mas, como Kennedy conseguia governar o país, é um mistério. Como vivia doente, ele funcionava adequadamente algumas horas por dia, tirando uma soneca às tardes e divertidas sestas à noite.

    Alguém disse que JFK gastou metade do seu tempo perseguindo as mulheres, e a outra metade pensando nisso. Acho que ele era muito rápido, com certeza. Da lista de amantes do presidente assassinado em 1963, constam entre suspeitos e confirmados nomes como Sophia Loren, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Lee Remick e Jane Mansfield.

    Marilyn não era uma santa, mas uma mulher suja e manipuladora, era uma mulher astuta, mas para usar as pessoas, provocá-las, deixá-las enfeitiçadas por ela. Marilyn também não era profissional, deixava a equipe de filmagem esperando, não decorava suas falas e era totalmente inacessível. Não tinha respeito pelos colegas de trabalho.Sua inteligência era um mito. Além disso, ela era mentalmente insana e, como atriz, logo decaiu. Acredito que, se vivesse mais alguns anos, Marilyn acabaria internada em uma clínica, como sua mãe.

    A relação era sincera? no início, era apenas sexo. Eles se conheceram quando JFK era um senador (casado) e Marilyn, uma starlet.
    Kennedy era incapaz de amar e Marilyn, incapaz de sustentar uma relação. Ambos eram carentes de amor. Em todo caso, descobriram uma forma de relacionamento. Ela lhe deu sexo, que foi seu melhor presente uma vez que era frígida (ela disse isso a seu analista); ele retribuiu com um sopro de energia e de esperança.

    Os dois eram desiludidos.
    Era um homem cuja moralidade era inexistente. Ele foi criado por um homem crente que o dinheiro podia comprar tudo e que seus filhos eram de uma casta superior. Um pai simpatizante do nazismo, além de gângster. Ele legou valores desvirtuados aos filhos. E suas filhas não eram nada.

    Quanto à morte do JFK, penso que houve uma diabólica aliança entre os exilados cubanos e a plebe. No mês anterior, houve dois atentados contra a sua vida, com o mesmo modus operandi: um atirador com experiência cubana e, à sombra, um grande chefão da máfia, provavelmente Carlos Marcello.

    Pergunta – A política atual é diferente?

    Forestier – Sim. Pense no escândalo Clinton-Lewinsky. E Clinton não fez nem uma fração do que JFK estava acostumado. Estranhamente, os americanos se preocupam com a vida privada de seus líderes.

    Quando pararem com isso (como acontece na França, onde ninguém dá atenção com quem Mitterrand ou Sarkozy dormiram), então, a era dos escândalos sexuais estará sepultada. Quanto às “relações políticas”, no sentido político, não, nada mudou. Eles serão sempre políticos – nada confiáveis para cuidar de seu cão por uma noite.

    Diante do microfone, Marilyn Monroe livra- se da estola de arminho e, sozinha, entoa a imortal versão de Happy Birthday, no meio de um silêncio religioso (…) Dorothy Kilgallen explicaria, em sua crônica: “ê como se ela fizesse amor com o presidente, diante de 40 milhões de telespectadores.”
    UBIRATAN BRASIL | AE/DC/SÃO PAULO
    Multimídia

  4. Solange disse:

    Leila,
    sempre venho até aqui.
    Não há nada a comentar, tudo perfeito.
    Hoje Leila, estou festejando ZUMBI, sempre com as minhas colagens .
    Beijos

  5. Nozes Pires disse:

    Boa escolha de texto e tema, bom tratamento do tema e do discurso. Eu designo de «ideologia» ao conjunto de mitos, mais ou menos articulados entre si, que irrompem espontaneamente dos grupos sociais (classes) e/ou são aproveitados ou gerados por dispositivos (aparelhos) de propaganda. Esses mitos ou ideais, constituem símbolos (ou exprimem-se sob a forma simbólica). É o caso sa Ideia de Liberdade (mito que encontrou expressão na Estátua da Liberdade), uma mera abstração na qual se pode meter o que se quiser (o ditador Salazar ele próprio falava em liberdades…). No século dezoito preparou-se a ideia de Liberdade, a noção de Democracia (retorno aos gregos), as Revoluções Americana e Francesa concretizaram-na sob a forma de República. Georges Bush e os seus ideólogos de serviço serviram-se do mito dos «direitos humanos» para saquearem o Médio Oriente. Contudo, esses e outros ideais mobilizam e transformam-se em força material. De resto, em muitos caasos, trata-se apenas de praticá-los, pois que encontram-se bem escritos e formulados.

  6. Eduardo disse:

    Ele descreveu como mais negativo na sociedade o Mito, não baseado em questões filosóficas políticas, mas sim por razões religiosas…… Quem souber o motivo desta minha afirmação, comunique-se por e-mail…. Um abraço a todos…

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