Category: Destaque

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Walter Benjamin (Parte I)

A OBRA DE ARTE
NA ERA DA SUA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA (*)
WALTER BENJAMIN
As nossas belas-artes foram instituídas e os seus tipos e usos fixados numa época que se diferencia decisivamente da nossa, por homens cujo poder de acção sobre as coisas era insignificante quando comparado com o nosso. Mas o extraordinário crescimento dos nossos meios, a capacidade de adaptação e exactidão que atingiram, as ideias e os hábitos que introduzem anunciam-nos mudanças próximas e muito profundas na antiga indústria do Belo. Em todas as artes existe uma parte física que não pode continuar a ser olhada nem tratada como outrora, que já não pode subtrair-se ao conhecimento e potência modernos. Nem a matéria, nem o espaço, nem o tempo são desde há vinte anos o que foram até então. E de esperar que tão grandes inovações modifiquem toda a técnica das artes, agindo, desse modo, sobre a própria invenção, chegando talvez mesmo a modificar a própria noção de arte em termos mágicos.
Paul Valéry: Pièces sur l’art. Paris (s. data) pp. 103/104 (‘La conquête de l’ubiquité”).

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Modernidade e Pós-Modernismo: Continuidade ou Ruptura?

Modernidade e Pós-Modernismo: Continuidade ou Ruptura?
GUSTAVO HENRIQUE LOPES MACHADO
Nos últimos tempos se tem feito muito alarde em torno do termo pós-moderno. As interpretações vão desde aqueles pensadores que veem no mundo após a segunda grande guerra, ou pelo menos desde o maio francês, uma nova forma de organização social, um novo período histórico, comumente designado de sociedade pós-industrial ou de pós-modernidade, até àqueles que veem no pós-modernismo uma mera corrente literária fora de moda. Em outras palavras, a questão gira em torno de se existe ou não uma ruptura entre o mundo contemporâneo e o que se convencionou chamar de modernidade.

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Lukács – O Assalto à Razão (excerto)

O Assalto à Razão – A Trajetória do Irracionalismo de Schelling a Hitler
GYORG LUKÁCS
Com os ideólogos progressistas do período de preparação da revolução democrático-burguesa, os pensadores da Ilustração tinham necessariamente que idealizar a sociedade burguesa e, primeiramente, a função social do egoísmo. Sem conhecer em sua maior parte a economia política clássica inglesa, e até, muitas vezes, antes mesmo de que esta surgira, expressam em sua ética a fundamental tese econômica de Adam Smith segundo a qual a conduta economicamente egoísta do indivíduo é o principal veículo para o desenvolvimento das forças produtivas e conduz necessariamente, em última instância, à harmonia dos interesses globais da sociedade.

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Judith Butler em Relato de Violência de Gênero (Vídeo)

“Como pode alguém ser assassinado por causa da sua maneira de andar?” (Vídeo em Destaque)
JUDITH BUTLER
Excerto do documentário lançado em 2006 pelo canal Arte France. Neste vídeo Judith Butler, filósofa dos movimentos de gênero, conta um acontecimento ocorrido na cidade de Maine, EUA, quando um garoto foi brutalmente assassinado, motivado, segundo ela, por um tipo de violência específico: a violência de gênero. Butler questiona: Como pode alguém ser assassinado por causa da sua maneira de andar?

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Teoria Queer – Uma Expansão do Feminismo

JUDITE BATLER: QUEER PARA UM MUNDO NÃO BINÁRIO
INÊS CASTILHO
Filósofa sustenta, num seminário em SP: “homem” e “mulher” são conceitos mutáveis – e movimentos desviantes de gênero são parte de uma vasta galáxia anticapitalista
Outrora eram os comunistas. Nos dias que correm, é contra os estudos de gênero que a Tradição, Família e Propriedade do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira investe suas armas: meia dúzia de gatos pingados protestando parados na porta do Sesc Vila Mariana, em SP, durante o “I Seminário Queer – Cultura e Subversão das Identidades”, realizado pelo Sesc e Revista Cult com curadoria de Richard Miskolci, da UFSC.
Bizarro!… Tudo a ver com a Teoria Queer, que trouxe até aqueles amplos espaços um caldeirão fervente de pessoas e informações desviantes. Uma figura masculina de seios fartos passaria numa direção, e já um jovem de fita no cabelo e andar flutuante em saia longa, em outra. No entorno, apreciável diversidade de raça, classe e gênero – o público mais pra idoso e popular do Sesc misturado àquele farfalhar às voltas com a Teoria Queer e sua criadora, a filósofa norte-americana Judith Butler, da Universidade da California (EUA).

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Inside Out (Divertida Mente)

QUEM SABE POR DENTRO É MAIS LEGAL?
DIEGO MANSANO FERNANDES
O filme conta a história da jovem Riley e, mais precisamente, das emoções que habitam sua mente a começar pelo momento exato de seu nascimento, que, de acordo com um crítico do cinema britânico é também “nada menos do que o nascimento da consciência humana”. À medida que Riley vai crescendo e suas experiências variando, além de Alegria, novas figurinhas surgem em sua mente, habitando um local chamado Centro de Comando, e completam o time principal Nojinho, Tristeza, Raiva e Medo. As emoções, portanto, desempenham o papel de dirigentes do navio, seu papel é guiar Riley nas suas decisões sobre a vida, ou seja, o conceito central do filme, também de acordo com a crítica especializada, “é inspirador, nós somos todos controlados por vozes em nossa cabeça”

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Filosofando Sobre A Bondade

A BONDADE
PABLO NERUDA
Endureçamos a bondade, amigos. Ela é também bondosa, a cutilada que faz saltar a roedura e os vermes: é também bondosa a chama nas selvas incendiando-se para que os arados bondosos fendam a terra.

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Machismo e homofobia sobrevivem no comunismo?

MACHISMO E HOMOFOBIA SOBREVIVEM NO COMUNISMO?
ERIK HAAGENSEN
É muito frequente o argumento que diz “sem se pautar pelas lutas feministas, anti-racistas, anti-homofóbicas etc., o comunismo reproduziria todos os vícios da subjetividade capitalista”.
E, como justificativa: “o machismo, o racismo, a homofobia etc. surgiram muito antes do capitalismo”.
Há algumas noções que subjazem essa argumentação e que merecem ser comentadas.

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Filosofia e ciência: manifestações de fé?

FILOSOFIA E CIÊNCIA: MANIFESTAÇÕES DE FÉ?
ERIK HAAGENSEN GONTIJO
“Tem gente que acha que teorias filosóficas ou científicas são apenas manifestações distintas de uma só coisa, a crença ou fé, essa mesma que se expressa de forma explícita e desavergonhada a respeito das noções religiosas, mas – o que é pior – com pretensões descabidas e “autoritárias” de objetividade e desantropomorfização.”

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Palomo Arriagada De Per Se

MANIFIESTO INCONCLUSO
PALOMO ARRIAGADA
“Tengo una telúrica expresión en cada una de mis manos
y me gusta escribir pastando con la tinta de vida
esa que si desparrama y revienta las palavras con amongelatina
por fuerza mayor ando en malos passos desde que nací
caminho con las réplicas del equipaje de lo que he vivido
mis pies avanzan en libre expresión levantando polvos desafios
arrastando las piedras divorciadas del asfalto”